“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”
Pode parecer estranho que pregamos mais de uma vez no ano sobre um assunto sombrio como a morte. Não é agradável trazer a mente pensar sobre esta realidade triste que todos têm experimentado. Mas, como disse o sábio: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração” Ec. 7.2. Portanto, este assunto sombrio pode trazer sabedoria. Desde que temos que reconhecer o nosso estado de morte antes que possamos conhecer a Vida, trago mais uma pregação sobre a morte.
Usando uma metáfora da capacidade de visão em vez da morte, Jesus disse aos Fariseus: Disse-lhes Jesus: Se fósseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece, Jo. 9.41. Assim, podemos aplicar esse mesmo ensino à metáfora da morte assim: Se fôsseis mortos (concordando com Deus sobre a sua condição), não teríeis pecado (pois procuraríeis a Vida verdadeira), mas como agora dizeis: Somos vivos (não temos problema com o pecado); por isso o vosso pecado permanece (pois não reconheceis Jesus Cristo, O Salvador). Para ajudar qualquer um que precisa concordar com Deus sobre a sua situação horrível de estar morto saber, prego essa mensagem sobre o assunto.
Você já se considerou a si mesmo como um morto?
Definição: A palavra ‘morte’, como verbo, substantivo ou adjetivo, usada no Grego (#599, Strong’s) ou Hebraico (#4191, Strong’s) simplesmente significa “morrer literal ou figurativamente.”
Literalmente, a palavra morte aponta para uma separação física, a alma separando-se do corpo - Gn. 5.5, “E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta anos, e morreu.”; Ec. 12.7, “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” É essa que traz-nos a visitar os velórios em tempo em tempo.
Figurativamente, a palavra “morte” é usada de várias maneiras. Como Deus usa essa palavra nas Suas Escrituras, entendemos pelo uso figurativo o que a morte realmente significa. Pelo usos destas palavras pelas Escrituras, entendemos a morte sendo uma separação, quebra de comunhão. Está percebendo que a morte não é sempre uma cessação de existir entre os vivos?
A morte pode ser uma separação de comunhão entre pessoas. O filho pródigo era tido como morto pelo pai quando era ausente da casa do pai e sem a sua comunhão - Lc. 15.24, “Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.” Essa parábola ensina que a separação de comunhão entre pessoas pode ser considerada uma morte.
Mas, também, a palavra “morte” pode significar a privação da alma do homem da plena comunhão com Deus. Isto pode ser determinado como morte. Foi nesse sentido que Adão morreu naquele mesmo dia que comeu o fruto proibido. Essa morte é tida como “morte espiritual”. Por ser morto espiritualmente, naquela mesma tarde que Adão pecou, estava com medo e esperava a ira de Deus e se escondeu da presença de Deus (Gn. 3.6-11). Pela quebra, ou seja, pela morte da livre comunhão que antes tinham, Adão e Eva morreram e tiveram medo e esperavam a ira de Deus.
Esta é a situação de todo homem para com Deus desde o seu nascimento: Rm. 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” Todos os homens não saem do ventre natimortos fisicamente, mas sim, nascem com uma natureza pecaminosa e, espiritualmente, são privados da plena comunhão com Deus, ou seja, são mortos espiritualmente.
O Estado do Homem
Todos são pecadores – Rm. 3.23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;”; 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”
Todo pecado gera a morte – Rm. 6.23, “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”; 5.12; Ez. 18.20, “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.”
Mesmo sendo morto para com Deus o homem natural é vivo para com a sua própria justiça. O Fariseu orando consigo mesmo: Lc 18.12, “Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.” O mancebo rico falando sobre a sua situação moral diante de Deus: Mt 19.20, “Disse-lhe o jovem,” sobre a lei de Moisés, “Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?” O homem natural está vivo para com ele mesmo e o mundo, mas morto, ou seja, separado da comunhão plena com Deus.
O homem natural é vivo para se justificar. Tanto Adão quanto Eva confessaram o seu pecado, mas os dois se justificaram dizendo que a culpa do pecado era de outros. Eva colocava a culpa no Tentador e Adão culpou o próprio Criador: “Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.” Gn. 3.12-13. O homem natural está vivo para com os seus interesses e os do mundo, mas morto, ou seja, separado da comunhão plena com Deus.
O homem natural está vivo para ser moral e ter virtudes e ser um amante de religião. Por isso Deus avisa os Seus: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” Cl 2.8. O homem natural está vivo para com o foco que ele tem sobre Deus e do mundo, mas ainda é morto, ou seja, separado da comunhão plena com Deus.
O homem natural está vivo para com o mundo, mas morto, ou seja, separado da comunhão plena com Deus. Se chegar ao fim da vida nessa situação pode ser separado eternamente da presença da misericórdia de Deus.
Pelo seu estado natural de ser morto para com Deus o homem natural está sem desejo próprio de submeter-se a Deus: Jo 5.40, “E não quereis vir a mim para terdes vida.” O desejo dele vai para outro rumo: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” Jo 8.44.
Pelo seu estado natural de ser morto para com Deus o homem natural está sem qualquer capacidade para agradar a Deus (Rm. 3.10-18; 8.7; Sl. 14.1-4).
Pelo seu estado natural de ser morto para com Deus a sua condição pecaminosa o faz ser sem entendimento espiritual (II Co. 2.14). Ele está sem vista boa para as coisas espirituais, sendo cego pelo diabo (II Co. 4.4). Portanto, sem vida espiritual (Rm. 5.12). MORTO!
Tudo isto é compreendido quando a Bíblia determina o homem morto para Deus. Ele está sem a Verdade, sem a justiça verdadeira, sem a comunhão verdadeira e sem a sabedoria, ou seja, a salvação verdadeira (Pv. 3.21). E, o pior de tudo, é alegre por isso!
Este homem natural, morto para com Deus, e tudo que Lhe agrada, também conhecerá a Segunda Morte (Ap. 20.11-15).
Não é de surpreender: o homem natural é um morto ambulante.
Você está morto? Se não vê a sua condição de um morto, jamais procurará a vida. Como aquela metáfora ensina: Se fôsseis mortos (concordando com Deus sobre a sua condição), não teríeis pecado (pois procuraréis a Vida verdadeira), mas como agora dizeis: Somos vivos (não temos problema com o pecado); por isso o vosso pecado permanece (pois não reconheceis Jesus Cristo, O Salvador).
Você já se considerou a si mesmo como um morto?
Boas Notícias - Cristo Jesus veio salvar os perdidos. Cristo foi morto pelos mortos para que tenham a vida eterna!
Cristo não foi morto por Ele mesmo, pois Ele é vida (Jo. 14.6). Ele está sem pecado (Hb. 4.15). Mas foi morto para os mortos em pecados (Is. 53.5-8; Rm. 5.8). A chamada de Deus para com os mortos é: Arrependei-vos dos seus pecados e tenha fé em Cristo. Assim terás vida!
Só são regenerados os que são mortos (Jo. 3.5-8).
Só são justificados os que são sem a sua própria justiça (Lc. 18.13-14).
Só são salvos pela graça os que são sem as suas próprias boas obras. (Rm. 3.24-25; 5.14-15; 11.6; Ef. 2.8-9)
Só são aliviados os que são cansados e oprimidos pelos seus pecados (Mt. 11.28-30).
Só são feitas novas criaturas os que morrem a si mesmo (At. 17.30).
Jesus veio ser A Vida para todos que olham a Ele pela fé (Jo. 3.14-17)
Jesus veio salvar os perdidos: Lc. 19.10, “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” Lembra-se da parábola da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho perdido (Lc. 15)?
Você está morto? Já se considera a si mesmo como um perdido, culpado e condenado? Cristo veio salva todos nesta condição que se arrependem e crêem nEle pela fé! Se estiver morto, peça-Lhe perdão! Vida! Misericórdia!
A Responsabilidade do Homem
Como a ovelha não podia se salvar a si mesma, nem a dracma se achar; como o filho perdido somente achou a salvação voltando ao Pai e confessando o seu pecado, assim o homem natural, separado da comunhão plena com Deus, só encontra a nova vida para com Deus por Jesus Cristo! Entra nEle arrependendo-se dos pecados e crendo pela fé em Jesus Cristo, O Salvador.
Já se viu a si mesmo como um morto? Clame a Ele pela fé e Ele lhe dará a Vida eterna: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna, Jo. 3.16; “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” Jo. 6.37
Para Viver para Cristo, a Morte é Necessária.
Cristo é vida. Pela Palavra de Deus o Espírito Santo testifica de Cristo (Rm. 8.9-16). Sendo feita a nova criatura em Cristo, o pecador é transformado das trevas para a Sua luz; de escravidão do pecado e da morte para ser um discipulado por Deus e feito conforme a imagem de Jesus Cristo (Rm. 8.29).
Cristo transforma o pecador arrependido que crê nEle ao ponto que este tenha prazer em adorar a Deus em Espírito e em Verdade (Jo. 4.23-25).
Todavia, para o Cristão viver para Cristo, e conhecer a plena comunhão desta nova vida diariamente é necessário ainda a morte. Essa morte é para com a carne onde que o pecado habita - Rm. 7.17.
A mortificação da carne é necessária diariamente - Cl. 2.10; Gl. 2.20, “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”
Você está morto?
Se estiver morto em seus pecados, corre ao Salvador!
Se estiver vivo em Cristo, pela graça de Deus, morre ao seu pecado continuamente para viver neste mundo para o seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Autor: Pastor Calvin Gardner
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”
Pode parecer estranho que pregamos mais de uma vez no ano sobre um assunto sombrio como a morte. Não é agradável trazer a mente pensar sobre esta realidade triste que todos têm experimentado. Mas, como disse o sábio: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração” Ec. 7.2. Portanto, este assunto sombrio pode trazer sabedoria. Desde que temos que reconhecer o nosso estado de morte antes que possamos conhecer a Vida, trago mais uma pregação sobre a morte.
Usando uma metáfora da capacidade de visão em vez da morte, Jesus disse aos Fariseus: Disse-lhes Jesus: Se fósseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece, Jo. 9.41. Assim, podemos aplicar esse mesmo ensino à metáfora da morte assim: Se fôsseis mortos (concordando com Deus sobre a sua condição), não teríeis pecado (pois procuraríeis a Vida verdadeira), mas como agora dizeis: Somos vivos (não temos problema com o pecado); por isso o vosso pecado permanece (pois não reconheceis Jesus Cristo, O Salvador). Para ajudar qualquer um que precisa concordar com Deus sobre a sua situação horrível de estar morto saber, prego essa mensagem sobre o assunto.
Você já se considerou a si mesmo como um morto?
Definição: A palavra ‘morte’, como verbo, substantivo ou adjetivo, usada no Grego (#599, Strong’s) ou Hebraico (#4191, Strong’s) simplesmente significa “morrer literal ou figurativamente.”
Literalmente, a palavra morte aponta para uma separação física, a alma separando-se do corpo - Gn. 5.5, “E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta anos, e morreu.”; Ec. 12.7, “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” É essa que traz-nos a visitar os velórios em tempo em tempo.
Figurativamente, a palavra “morte” é usada de várias maneiras. Como Deus usa essa palavra nas Suas Escrituras, entendemos pelo uso figurativo o que a morte realmente significa. Pelo usos destas palavras pelas Escrituras, entendemos a morte sendo uma separação, quebra de comunhão. Está percebendo que a morte não é sempre uma cessação de existir entre os vivos?
A morte pode ser uma separação de comunhão entre pessoas. O filho pródigo era tido como morto pelo pai quando era ausente da casa do pai e sem a sua comunhão - Lc. 15.24, “Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.” Essa parábola ensina que a separação de comunhão entre pessoas pode ser considerada uma morte.
Mas, também, a palavra “morte” pode significar a privação da alma do homem da plena comunhão com Deus. Isto pode ser determinado como morte. Foi nesse sentido que Adão morreu naquele mesmo dia que comeu o fruto proibido. Essa morte é tida como “morte espiritual”. Por ser morto espiritualmente, naquela mesma tarde que Adão pecou, estava com medo e esperava a ira de Deus e se escondeu da presença de Deus (Gn. 3.6-11). Pela quebra, ou seja, pela morte da livre comunhão que antes tinham, Adão e Eva morreram e tiveram medo e esperavam a ira de Deus.
Esta é a situação de todo homem para com Deus desde o seu nascimento: Rm. 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” Todos os homens não saem do ventre natimortos fisicamente, mas sim, nascem com uma natureza pecaminosa e, espiritualmente, são privados da plena comunhão com Deus, ou seja, são mortos espiritualmente.
O Estado do Homem
Todos são pecadores – Rm. 3.23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;”; 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”
Todo pecado gera a morte – Rm. 6.23, “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”; 5.12; Ez. 18.20, “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.”
Mesmo sendo morto para com Deus o homem natural é vivo para com a sua própria justiça. O Fariseu orando consigo mesmo: Lc 18.12, “Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.” O mancebo rico falando sobre a sua situação moral diante de Deus: Mt 19.20, “Disse-lhe o jovem,” sobre a lei de Moisés, “Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?” O homem natural está vivo para com ele mesmo e o mundo, mas morto, ou seja, separado da comunhão plena com Deus.
O homem natural é vivo para se justificar. Tanto Adão quanto Eva confessaram o seu pecado, mas os dois se justificaram dizendo que a culpa do pecado era de outros. Eva colocava a culpa no Tentador e Adão culpou o próprio Criador: “Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.” Gn. 3.12-13. O homem natural está vivo para com os seus interesses e os do mundo, mas morto, ou seja, separado da comunhão plena com Deus.
O homem natural está vivo para ser moral e ter virtudes e ser um amante de religião. Por isso Deus avisa os Seus: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” Cl 2.8. O homem natural está vivo para com o foco que ele tem sobre Deus e do mundo, mas ainda é morto, ou seja, separado da comunhão plena com Deus.
O homem natural está vivo para com o mundo, mas morto, ou seja, separado da comunhão plena com Deus. Se chegar ao fim da vida nessa situação pode ser separado eternamente da presença da misericórdia de Deus.
Pelo seu estado natural de ser morto para com Deus o homem natural está sem desejo próprio de submeter-se a Deus: Jo 5.40, “E não quereis vir a mim para terdes vida.” O desejo dele vai para outro rumo: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” Jo 8.44.
Pelo seu estado natural de ser morto para com Deus o homem natural está sem qualquer capacidade para agradar a Deus (Rm. 3.10-18; 8.7; Sl. 14.1-4).
Pelo seu estado natural de ser morto para com Deus a sua condição pecaminosa o faz ser sem entendimento espiritual (II Co. 2.14). Ele está sem vista boa para as coisas espirituais, sendo cego pelo diabo (II Co. 4.4). Portanto, sem vida espiritual (Rm. 5.12). MORTO!
Tudo isto é compreendido quando a Bíblia determina o homem morto para Deus. Ele está sem a Verdade, sem a justiça verdadeira, sem a comunhão verdadeira e sem a sabedoria, ou seja, a salvação verdadeira (Pv. 3.21). E, o pior de tudo, é alegre por isso!
Este homem natural, morto para com Deus, e tudo que Lhe agrada, também conhecerá a Segunda Morte (Ap. 20.11-15).
Não é de surpreender: o homem natural é um morto ambulante.
Você está morto? Se não vê a sua condição de um morto, jamais procurará a vida. Como aquela metáfora ensina: Se fôsseis mortos (concordando com Deus sobre a sua condição), não teríeis pecado (pois procuraréis a Vida verdadeira), mas como agora dizeis: Somos vivos (não temos problema com o pecado); por isso o vosso pecado permanece (pois não reconheceis Jesus Cristo, O Salvador).
Você já se considerou a si mesmo como um morto?
Boas Notícias - Cristo Jesus veio salvar os perdidos. Cristo foi morto pelos mortos para que tenham a vida eterna!
Cristo não foi morto por Ele mesmo, pois Ele é vida (Jo. 14.6). Ele está sem pecado (Hb. 4.15). Mas foi morto para os mortos em pecados (Is. 53.5-8; Rm. 5.8). A chamada de Deus para com os mortos é: Arrependei-vos dos seus pecados e tenha fé em Cristo. Assim terás vida!
Só são regenerados os que são mortos (Jo. 3.5-8).
Só são justificados os que são sem a sua própria justiça (Lc. 18.13-14).
Só são salvos pela graça os que são sem as suas próprias boas obras. (Rm. 3.24-25; 5.14-15; 11.6; Ef. 2.8-9)
Só são aliviados os que são cansados e oprimidos pelos seus pecados (Mt. 11.28-30).
Só são feitas novas criaturas os que morrem a si mesmo (At. 17.30).
Jesus veio ser A Vida para todos que olham a Ele pela fé (Jo. 3.14-17)
Jesus veio salvar os perdidos: Lc. 19.10, “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” Lembra-se da parábola da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho perdido (Lc. 15)?
Você está morto? Já se considera a si mesmo como um perdido, culpado e condenado? Cristo veio salva todos nesta condição que se arrependem e crêem nEle pela fé! Se estiver morto, peça-Lhe perdão! Vida! Misericórdia!
A Responsabilidade do Homem
Como a ovelha não podia se salvar a si mesma, nem a dracma se achar; como o filho perdido somente achou a salvação voltando ao Pai e confessando o seu pecado, assim o homem natural, separado da comunhão plena com Deus, só encontra a nova vida para com Deus por Jesus Cristo! Entra nEle arrependendo-se dos pecados e crendo pela fé em Jesus Cristo, O Salvador.
Já se viu a si mesmo como um morto? Clame a Ele pela fé e Ele lhe dará a Vida eterna: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna, Jo. 3.16; “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” Jo. 6.37
Para Viver para Cristo, a Morte é Necessária.
Cristo é vida. Pela Palavra de Deus o Espírito Santo testifica de Cristo (Rm. 8.9-16). Sendo feita a nova criatura em Cristo, o pecador é transformado das trevas para a Sua luz; de escravidão do pecado e da morte para ser um discipulado por Deus e feito conforme a imagem de Jesus Cristo (Rm. 8.29).
Cristo transforma o pecador arrependido que crê nEle ao ponto que este tenha prazer em adorar a Deus em Espírito e em Verdade (Jo. 4.23-25).
Todavia, para o Cristão viver para Cristo, e conhecer a plena comunhão desta nova vida diariamente é necessário ainda a morte. Essa morte é para com a carne onde que o pecado habita - Rm. 7.17.
A mortificação da carne é necessária diariamente - Cl. 2.10; Gl. 2.20, “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”
Você está morto?
Se estiver morto em seus pecados, corre ao Salvador!
Se estiver vivo em Cristo, pela graça de Deus, morre ao seu pecado continuamente para viver neste mundo para o seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Autor: Pastor Calvin Gardner
Ás vezes um cristão é indagado se tem sido batizado com o Espírito Santo, ou se sua igreja tem o batismo com o Espírito Santo. Como deveríamos responder a esta questão?
Muitas teorias têm sido propostas sobre a natureza do batismo com o Espírito Santo. Em vez de rever todas elas, faríamos melhor em examinar as referências Bíblicas sobre esta imersão no Espírito Santo. (A palavra grega sempre refere-se a imersão, ou literalmente na água ou tinta, ou num senso figurativo. Nenhum outro significado da palavra pode ser achado no Novo Testamento ou na literatura grega antiga.)
O batismo com o Espírito Santo foi profetizado por João Batista como um evento futuro em Mt 3.11, onde é associado com fogo: !Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." Esta profecia aparece também nas mensagens paralelas descrevendo o ministério de João. Em Mc 1.8 lemos: !Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo." Em Lc 3.16 nos diz, !Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." Jo 1.33 identifica Cristo como Aquele quem teria autoridade para batizar com o Espírito Santo: !E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo."
Não há outras referências no Evangelho ao batismo com o Espírito Santo. A próxima referência, At 1.5, afirma quando este evento prometido aconteceria. Cristo, pouco antes de Sua Ascensão, disse aos Seus apóstolos: !Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias." Qual evento notável aconteceu apenas poucos dias depois da ascensão, ou seja, em exatamente dez dias? Pentecostes!
Agora que determinamos com precisão o tempo que o prometido batismo com o Espírito Santo aconteceu, podemos examinar a natureza deste evento. Como João Batista predisse, foi associado com fogo; não um fogo literal, mas línguas repartidas como que de fogo, foram vistas, At 2.3. Veio repetinamente um som do céu como de um vento veemente e impetuoso, At 2.2. Os discípulos comecaram a falar noutras línguas, At 2.4. Não eram línguas estranhas, nem idiomas celestiais incompreensíveis aos homens; mas, eram línguas de outros países entendidas claramente pelos que as ouviram, Atos 2:8-11.
Esse maravilhoso evento de Pentecostes deve ser copiado pelas igrejas hoje? Não há registro na Bíblia ou na história da igreja de uma reencenação de Pentecostes, nem qualquer comando de Deus que deveríamos reencenar este evento. Qualquer igreja que reinvindica a reencenação de Pentecostes deveria verificar se todos destes sinais são duplicados: o som de um vento veemente e impetuoso; as visíveis línguas repartidas como que de fogo; e a proclamação do evangelho em idiomas legítimos de outros países não entendidos por aqueles que os falavam.
O Pentecostes nunca foi reencenado e é um evento histórico único que, pela sua própria natureza, não requer nenhuma reencenação. Não esperamos a reencenação da divisão das águas do Mar Vermelho hoje em qualquer igreja; isto foi um evento único que serviu o seu propósito, ou seja, o êxodo dos israelitas da escravidão egípcia. Precisamos aprender as lições dessa intervenção milagrosa divina na história humana, e orientar as nossas vidas por elas, mas não precisamos duplicar o próprio evento.
Qual o propósito histórico foi consumado pelo batismo do Espírito Santo em Pentecostes? Os discípulos daquele tempo receberam poder para o ministério cristão, Atos 1:8, mas o Espírito Santo ainda capacita-nos para sermos testemunhas hoje sem necessitar manifestações miraculosas ou visíveis. O batismo com o Espírito Santo era mais do que somente manifestações. No dia de Pentecostes o Espírito Santo apareceu visivelmente aos homens para oficializar a Sua aprovação àquela instituição qual Deus ordenou, pela qual toda a Sua obra na terra será feita, ou seja, a Igreja.
Deus estabeleceu duas instituições no Velho Testamento pelas quais toda adoração e obediência do Seu povo devem ser conduzidas: o tabernáculo de Moisés e o templo de Salomão. O Espírito Santo apareceu publicamente e visivelmente na inauguração do tabernáculo (Êx 40.34-35) e no templo (I Rs 8.10-11). A Sua manifestação revelou a todos os homens que Deus aprovou e endossou estas instituições. Somente uma manifestação do Espírito Santo bastava em cada caso. Não deve nos surprender que o Espírito Santo endossou a igreja da mesma maneira pública em Atos 2.
Enfatizamos que a igreja que o Espírito Santo endossou no Pentecostes era a instituição da igreja local, não uma suposta !mística, invisível igreja universal,? um conceito não Escriturístico que é contrário a todo o ensino do Novo Testamento sobre a igreja. O conceito de uma !igreja universal?, como preguem muitos, é uma organização não-existente que não pode reunir, batizar, celebrar a Ceia do Senhor, disciplinar membros ou receber dízimos. A igreja em Jerusalém, porém, fez todas essas coisas.
Também, devemos evitar o erro que diz que Pentecostes era !o nascimento da igreja? como é afirmada espontaneamente por alguns. Não há base escriturística para tal afirmação. A igreja em Jerusalém agregou 3.000 membros no dia de Pentecostes, At 2.41. Não pode agregar a algo que não existe. Em Atos 1, antes de Pentecostes, testemunhamos uma reunião de negócios da igreja em Jerusalém, quando Matias foi votado a servir como apóstolo. O fato que Jesus instruiu Seus discípulos sobre disciplina pela igreja, Mt 18.17, ensinando-os !dize-o à igreja? sem precisando explicar-lhes o que era uma igreja, revela que a igreja já existia e era instituída por Cristo.
Agora que temos revistos a natureza e o propósito do batismo com o Espírito Santo no dia de Pentecostes, avançamos para cuidar a próxima (e última) referência bíblica ao batismo com o Espírito Santo. Em At 11.16 o apóstolo Pedro, defendendo a sua decisão de batizar e receber como irmãos os gentios convertidos de Cesaréia, disse, !E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo."
Não é claro se Pedro estava afirmando que o cair do Espírito Santo em Cornélio e seus companheiros em At 10.44-45 era uma repetição do batismo com o Espírito Santo, ou meramente uma comparação do evento àquele que ele conheceu no Pentecostes. O que é claro é que o Espírito Santo caiu graciosamente sobre estes gentios convertidos, o primeiro na história, para demonstrar publicamente a aceitação de Deus dos gentios na família de Deus, para que os irmãos judeus também os aceitassem. Este evento, como Pentecostes, era um evento histório único que não necessitava e nem pode ser duplicado pelas igrejas hoje. Só se pode ter uma única inauguração original.
Agora findamos todas as referências bíblicas ao batismo com o Espírito Santo; não há outras. Alguns identificam o caso de Atos 19.1-7, quando Paulo rebatiza doze discípulos de Éfeso, como sendo um batismo com o Espírito Santo, mas devemos ser cautelosos, desde que aquele termo, ou seja, batismo, não é usado naquela passagem. Ao invés de argumentar sobre termo devemos aplicar nesta manifestação do poder do Espírito Santo, faríamos melhor se consideramos a lição principal da passagem ! a importância do batismo correto.
O batismo para ser válido, deve satisfazer estes quatro requerimentos: 1) Modo correto (imersão). 2) Canidato correto (um regenerado, e não uma pessoa incrédula). 3) Propósito adequado (mostrar nossa obediência como discípulos de Jesus, não para ganharmos a salvação). 4) Administrador propício (um representante de uma igreja neo-testementária, que não precisa necessariamente ser um pastor).
De alguma forma, o batismo dos discípulos efésios era deficiente.Desde que eles nem conheciam Quem era o Espírito Santo, provavelmente não eram salvos quando foram batizados. Aparentemente foram batizados por um cristão não com a autoridade de uma igreja local, em contraste ao Paulo que foi enviado pela igreja em Antioquia, At 13.1-3. Apolo tem sido sugerido como o culpado.
Qualquer que seja o problema, Paulo não concordou em tolerá-lo, mas insistiu que o problema fosse corrigido. Ás vezes é afirmado incorretamente que não exisitiram rebatizadores (ou anabatistas) antes do século XVI. Os que afirmam isso esqueceram-se de Paulo! Os discípulos efésios obedientemente concordaram em ser batizados por Paulo quando eles descobriram que o batismo anterior foi deficiente, e o Espírito Santo outorgou publicamente Seu selo de aprovação no seu ato de submissão.
A passagem, At 19.1-7, tem sido distorcida por alguns para argumentar que o batismo de João não é um batismo cristão e não serve para aquela época. Essa idéia é baseada na falsa suposição que os discípulos de Éfeso, longe e bem depois da época de João o Batista, foram verdadeiramente batizados por ele. Essa passagem não diz isso em alguma forma. Paulo não tinha nada mas elogios do batismo de João, At 19.4. O fato que Cristo e todos os apóstolos, os que começaram o cristianismo, eram satisfeitos com o batismo de João e nunca procuraram um batismo mais moderno, deve ser uma prova suficientemente firme da atualidade do batismo de João para aquela época.
Temos agora examinado todas as referências na Bíblia ao respeito do batismo com o Espírito Santo. Deve ser observado, porém, que hajam alguns que interpretem I Co 12.13 (?Pois todos nós fomos batizados em um espírito, formando um corpo...") como referência ao batismo com o Espírito Santo. Tal interpretação causa confusão tremenda num assunto de fácil entendimento. Este batismo com o Espírito Santo de I Co 12.13, como concebido pelos que o apóiam, é singular, único, sem fogo ou outra manifestação externa, e ocorre no momento da salvação. Como pode este conceito reconciliar-se de alguma forma do batismo com o Espírito Santo de Atos 2 que foi público, em conjunto, com fogo e manifestação externa, e derramando-se sobre pessoas já convertidas?
Essa dificuldade é totalmente eliminada quando reconhecemos que o batismo mencionado em I Co 12.13 é batismo na água e só isso. Muitos comentaristas nem crêem que o Espírito Santo é mencionado de alguma forma neste versículo; eles crêem que é um ensino que todos os membros de uma igreja local, ou corpo de Cristo, tornaram-se membros daquela igreja pelo batismo com água em união espiritual. Outros tratam do Espírito Santo nesta passagem, dizendo que pela liderança e capacidade do Espírito Santo tornamos membros da igreja local através do batismo em água. Qualquer interpretação cabe perfeitamente no contexto do ensino neo-testamentário; a idéia do batismo com o Espírito Santo no momento da conversão é estranha completamente ao contexto.
O Espírito Santo entra em todos os crentes no momento da conversão para habitar em todos os crentes (Rm 8.9-16), mas nós não somos instruídos que o Espírito Santo batiza os crentes na conversão. Segundo Ef. 4:5, existe somente um batismo. Este deve ser o batismo em água, qual a Bíblia ensina; não !batismo espiritual?, que a Bíblia não ensina.
Podemos concluir, de nosso estudo sobre todo que o Novo Testamento ensina do batismo com o Espírito Santo, que foi um evento histórico glorioso pelo qual Deus autenticou Sua igreja no começo de seu ministério, depois da ascensão de Cristo. Não há mandamento para as igrejas hoje a buscarem a repetir este evento, nem para indivíduos buscarem ser batizados com ou pelo Espírito Santo, na ou depois da conversão.
Isto significa que rejeitamos o ministério, dons e enchimento do Espírito Santo para nossa época? Absolutamente não! Somos mandados sermos cheios do Espírito Santo, Ef 5.18, e deveríamos estar abertos para todos os dons que o Espírito Santo deseja outorgar em nós nesses últimos dias.
Deveríamos rejeitar o ensinamento daqueles que apresentam posições diferentes a respeito do batismo com o Espírito Santo? Não necessariamente.
A maior parte do ensino deles tem uma base escriturística, mesmo que os professores têm aplicado um vocábulo impreciso neste assunto que ensinam. Seria bem melhor experimentar todas as bênçãos, dons e enchimento que o Espírito Santo deseja-nos ter, e aplicar um vocábulo errado para este experiência, do que ser firmes na doutrina e nomenclatura sem experimentar em nossas vidas o poder do Espírito Santo.
Não devemos ser críticos daqueles que descrevem suas experiências com o Espírito Santo como um !batismo?. Nem deve os defensores do batismo com o Espírito Santo ser críticos daqueles que preferem não usar esta terminologia.
Estamos agora prontos a concluir o assunto, e responder a indagação posta no começo desse artigo: ! Você recebeu o batismo com o Espírito Santo?? Que Deus nos ajude a sempre responder tal indagação com uma sondagem humilde dos nossos corações, e que possamos ser totalmente submissos para o Espírito Santo e sermos guiados por Ele em todos os aspectos da vida.
Mas para aqueles que desejam conhecer nossa posição à doutrina bíblica do batismo com o Espírito Santo, seriam melhor a refazer a pergunta assim: !Você é um membro de uma igreja local da mesma fé e prática da igreja em Jerusalém, e assim parte da divina instituição que Deus validou e autenticou pelo batismo com o Espírito Santo??
Se a sua igreja continua na doutrina dos apóstolos (At 2.42) e requer imersão em água para ser membro (At 2.41), sua resposta a pergunta é "Sim, sou!" Se é membro de tal tipo de igreja , não precisa deixá-la na procura do batismo com o Espírito Santo. Entrega a sua vida completamente ao Espírito Santo, e Ele o usará melhor na igreja em que está. Thomas Williamson.
Autor: Thomas Williamson
Ás vezes um cristão é indagado se tem sido batizado com o Espírito Santo, ou se sua igreja tem o batismo com o Espírito Santo. Como deveríamos responder a esta questão?
Muitas teorias têm sido propostas sobre a natureza do batismo com o Espírito Santo. Em vez de rever todas elas, faríamos melhor em examinar as referências Bíblicas sobre esta imersão no Espírito Santo. (A palavra grega sempre refere-se a imersão, ou literalmente na água ou tinta, ou num senso figurativo. Nenhum outro significado da palavra pode ser achado no Novo Testamento ou na literatura grega antiga.)
O batismo com o Espírito Santo foi profetizado por João Batista como um evento futuro em Mt 3.11, onde é associado com fogo: !Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." Esta profecia aparece também nas mensagens paralelas descrevendo o ministério de João. Em Mc 1.8 lemos: !Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo." Em Lc 3.16 nos diz, !Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." Jo 1.33 identifica Cristo como Aquele quem teria autoridade para batizar com o Espírito Santo: !E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo."
Não há outras referências no Evangelho ao batismo com o Espírito Santo. A próxima referência, At 1.5, afirma quando este evento prometido aconteceria. Cristo, pouco antes de Sua Ascensão, disse aos Seus apóstolos: !Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias." Qual evento notável aconteceu apenas poucos dias depois da ascensão, ou seja, em exatamente dez dias? Pentecostes!
Agora que determinamos com precisão o tempo que o prometido batismo com o Espírito Santo aconteceu, podemos examinar a natureza deste evento. Como João Batista predisse, foi associado com fogo; não um fogo literal, mas línguas repartidas como que de fogo, foram vistas, At 2.3. Veio repetinamente um som do céu como de um vento veemente e impetuoso, At 2.2. Os discípulos comecaram a falar noutras línguas, At 2.4. Não eram línguas estranhas, nem idiomas celestiais incompreensíveis aos homens; mas, eram línguas de outros países entendidas claramente pelos que as ouviram, Atos 2:8-11.
Esse maravilhoso evento de Pentecostes deve ser copiado pelas igrejas hoje? Não há registro na Bíblia ou na história da igreja de uma reencenação de Pentecostes, nem qualquer comando de Deus que deveríamos reencenar este evento. Qualquer igreja que reinvindica a reencenação de Pentecostes deveria verificar se todos destes sinais são duplicados: o som de um vento veemente e impetuoso; as visíveis línguas repartidas como que de fogo; e a proclamação do evangelho em idiomas legítimos de outros países não entendidos por aqueles que os falavam.
O Pentecostes nunca foi reencenado e é um evento histórico único que, pela sua própria natureza, não requer nenhuma reencenação. Não esperamos a reencenação da divisão das águas do Mar Vermelho hoje em qualquer igreja; isto foi um evento único que serviu o seu propósito, ou seja, o êxodo dos israelitas da escravidão egípcia. Precisamos aprender as lições dessa intervenção milagrosa divina na história humana, e orientar as nossas vidas por elas, mas não precisamos duplicar o próprio evento.
Qual o propósito histórico foi consumado pelo batismo do Espírito Santo em Pentecostes? Os discípulos daquele tempo receberam poder para o ministério cristão, Atos 1:8, mas o Espírito Santo ainda capacita-nos para sermos testemunhas hoje sem necessitar manifestações miraculosas ou visíveis. O batismo com o Espírito Santo era mais do que somente manifestações. No dia de Pentecostes o Espírito Santo apareceu visivelmente aos homens para oficializar a Sua aprovação àquela instituição qual Deus ordenou, pela qual toda a Sua obra na terra será feita, ou seja, a Igreja.
Deus estabeleceu duas instituições no Velho Testamento pelas quais toda adoração e obediência do Seu povo devem ser conduzidas: o tabernáculo de Moisés e o templo de Salomão. O Espírito Santo apareceu publicamente e visivelmente na inauguração do tabernáculo (Êx 40.34-35) e no templo (I Rs 8.10-11). A Sua manifestação revelou a todos os homens que Deus aprovou e endossou estas instituições. Somente uma manifestação do Espírito Santo bastava em cada caso. Não deve nos surprender que o Espírito Santo endossou a igreja da mesma maneira pública em Atos 2.
Enfatizamos que a igreja que o Espírito Santo endossou no Pentecostes era a instituição da igreja local, não uma suposta !mística, invisível igreja universal,? um conceito não Escriturístico que é contrário a todo o ensino do Novo Testamento sobre a igreja. O conceito de uma !igreja universal?, como preguem muitos, é uma organização não-existente que não pode reunir, batizar, celebrar a Ceia do Senhor, disciplinar membros ou receber dízimos. A igreja em Jerusalém, porém, fez todas essas coisas.
Também, devemos evitar o erro que diz que Pentecostes era !o nascimento da igreja? como é afirmada espontaneamente por alguns. Não há base escriturística para tal afirmação. A igreja em Jerusalém agregou 3.000 membros no dia de Pentecostes, At 2.41. Não pode agregar a algo que não existe. Em Atos 1, antes de Pentecostes, testemunhamos uma reunião de negócios da igreja em Jerusalém, quando Matias foi votado a servir como apóstolo. O fato que Jesus instruiu Seus discípulos sobre disciplina pela igreja, Mt 18.17, ensinando-os !dize-o à igreja? sem precisando explicar-lhes o que era uma igreja, revela que a igreja já existia e era instituída por Cristo.
Agora que temos revistos a natureza e o propósito do batismo com o Espírito Santo no dia de Pentecostes, avançamos para cuidar a próxima (e última) referência bíblica ao batismo com o Espírito Santo. Em At 11.16 o apóstolo Pedro, defendendo a sua decisão de batizar e receber como irmãos os gentios convertidos de Cesaréia, disse, !E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo."
Não é claro se Pedro estava afirmando que o cair do Espírito Santo em Cornélio e seus companheiros em At 10.44-45 era uma repetição do batismo com o Espírito Santo, ou meramente uma comparação do evento àquele que ele conheceu no Pentecostes. O que é claro é que o Espírito Santo caiu graciosamente sobre estes gentios convertidos, o primeiro na história, para demonstrar publicamente a aceitação de Deus dos gentios na família de Deus, para que os irmãos judeus também os aceitassem. Este evento, como Pentecostes, era um evento histório único que não necessitava e nem pode ser duplicado pelas igrejas hoje. Só se pode ter uma única inauguração original.
Agora findamos todas as referências bíblicas ao batismo com o Espírito Santo; não há outras. Alguns identificam o caso de Atos 19.1-7, quando Paulo rebatiza doze discípulos de Éfeso, como sendo um batismo com o Espírito Santo, mas devemos ser cautelosos, desde que aquele termo, ou seja, batismo, não é usado naquela passagem. Ao invés de argumentar sobre termo devemos aplicar nesta manifestação do poder do Espírito Santo, faríamos melhor se consideramos a lição principal da passagem ! a importância do batismo correto.
O batismo para ser válido, deve satisfazer estes quatro requerimentos: 1) Modo correto (imersão). 2) Canidato correto (um regenerado, e não uma pessoa incrédula). 3) Propósito adequado (mostrar nossa obediência como discípulos de Jesus, não para ganharmos a salvação). 4) Administrador propício (um representante de uma igreja neo-testementária, que não precisa necessariamente ser um pastor).
De alguma forma, o batismo dos discípulos efésios era deficiente.Desde que eles nem conheciam Quem era o Espírito Santo, provavelmente não eram salvos quando foram batizados. Aparentemente foram batizados por um cristão não com a autoridade de uma igreja local, em contraste ao Paulo que foi enviado pela igreja em Antioquia, At 13.1-3. Apolo tem sido sugerido como o culpado.
Qualquer que seja o problema, Paulo não concordou em tolerá-lo, mas insistiu que o problema fosse corrigido. Ás vezes é afirmado incorretamente que não exisitiram rebatizadores (ou anabatistas) antes do século XVI. Os que afirmam isso esqueceram-se de Paulo! Os discípulos efésios obedientemente concordaram em ser batizados por Paulo quando eles descobriram que o batismo anterior foi deficiente, e o Espírito Santo outorgou publicamente Seu selo de aprovação no seu ato de submissão.
A passagem, At 19.1-7, tem sido distorcida por alguns para argumentar que o batismo de João não é um batismo cristão e não serve para aquela época. Essa idéia é baseada na falsa suposição que os discípulos de Éfeso, longe e bem depois da época de João o Batista, foram verdadeiramente batizados por ele. Essa passagem não diz isso em alguma forma. Paulo não tinha nada mas elogios do batismo de João, At 19.4. O fato que Cristo e todos os apóstolos, os que começaram o cristianismo, eram satisfeitos com o batismo de João e nunca procuraram um batismo mais moderno, deve ser uma prova suficientemente firme da atualidade do batismo de João para aquela época.
Temos agora examinado todas as referências na Bíblia ao respeito do batismo com o Espírito Santo. Deve ser observado, porém, que hajam alguns que interpretem I Co 12.13 (?Pois todos nós fomos batizados em um espírito, formando um corpo...") como referência ao batismo com o Espírito Santo. Tal interpretação causa confusão tremenda num assunto de fácil entendimento. Este batismo com o Espírito Santo de I Co 12.13, como concebido pelos que o apóiam, é singular, único, sem fogo ou outra manifestação externa, e ocorre no momento da salvação. Como pode este conceito reconciliar-se de alguma forma do batismo com o Espírito Santo de Atos 2 que foi público, em conjunto, com fogo e manifestação externa, e derramando-se sobre pessoas já convertidas?
Essa dificuldade é totalmente eliminada quando reconhecemos que o batismo mencionado em I Co 12.13 é batismo na água e só isso. Muitos comentaristas nem crêem que o Espírito Santo é mencionado de alguma forma neste versículo; eles crêem que é um ensino que todos os membros de uma igreja local, ou corpo de Cristo, tornaram-se membros daquela igreja pelo batismo com água em união espiritual. Outros tratam do Espírito Santo nesta passagem, dizendo que pela liderança e capacidade do Espírito Santo tornamos membros da igreja local através do batismo em água. Qualquer interpretação cabe perfeitamente no contexto do ensino neo-testamentário; a idéia do batismo com o Espírito Santo no momento da conversão é estranha completamente ao contexto.
O Espírito Santo entra em todos os crentes no momento da conversão para habitar em todos os crentes (Rm 8.9-16), mas nós não somos instruídos que o Espírito Santo batiza os crentes na conversão. Segundo Ef. 4:5, existe somente um batismo. Este deve ser o batismo em água, qual a Bíblia ensina; não !batismo espiritual?, que a Bíblia não ensina.
Podemos concluir, de nosso estudo sobre todo que o Novo Testamento ensina do batismo com o Espírito Santo, que foi um evento histórico glorioso pelo qual Deus autenticou Sua igreja no começo de seu ministério, depois da ascensão de Cristo. Não há mandamento para as igrejas hoje a buscarem a repetir este evento, nem para indivíduos buscarem ser batizados com ou pelo Espírito Santo, na ou depois da conversão.
Isto significa que rejeitamos o ministério, dons e enchimento do Espírito Santo para nossa época? Absolutamente não! Somos mandados sermos cheios do Espírito Santo, Ef 5.18, e deveríamos estar abertos para todos os dons que o Espírito Santo deseja outorgar em nós nesses últimos dias.
Deveríamos rejeitar o ensinamento daqueles que apresentam posições diferentes a respeito do batismo com o Espírito Santo? Não necessariamente.
A maior parte do ensino deles tem uma base escriturística, mesmo que os professores têm aplicado um vocábulo impreciso neste assunto que ensinam. Seria bem melhor experimentar todas as bênçãos, dons e enchimento que o Espírito Santo deseja-nos ter, e aplicar um vocábulo errado para este experiência, do que ser firmes na doutrina e nomenclatura sem experimentar em nossas vidas o poder do Espírito Santo.
Não devemos ser críticos daqueles que descrevem suas experiências com o Espírito Santo como um !batismo?. Nem deve os defensores do batismo com o Espírito Santo ser críticos daqueles que preferem não usar esta terminologia.
Estamos agora prontos a concluir o assunto, e responder a indagação posta no começo desse artigo: ! Você recebeu o batismo com o Espírito Santo?? Que Deus nos ajude a sempre responder tal indagação com uma sondagem humilde dos nossos corações, e que possamos ser totalmente submissos para o Espírito Santo e sermos guiados por Ele em todos os aspectos da vida.
Mas para aqueles que desejam conhecer nossa posição à doutrina bíblica do batismo com o Espírito Santo, seriam melhor a refazer a pergunta assim: !Você é um membro de uma igreja local da mesma fé e prática da igreja em Jerusalém, e assim parte da divina instituição que Deus validou e autenticou pelo batismo com o Espírito Santo??
Se a sua igreja continua na doutrina dos apóstolos (At 2.42) e requer imersão em água para ser membro (At 2.41), sua resposta a pergunta é "Sim, sou!" Se é membro de tal tipo de igreja , não precisa deixá-la na procura do batismo com o Espírito Santo. Entrega a sua vida completamente ao Espírito Santo, e Ele o usará melhor na igreja em que está. Thomas Williamson.
Autor: Thomas Williamson
Ás vezes um cristão é indagado se tem sido batizado com o Espírito Santo, ou se sua igreja tem o batismo com o Espírito Santo. Como deveríamos responder a esta questão?
Muitas teorias têm sido propostas sobre a natureza do batismo com o Espírito Santo. Em vez de rever todas elas, faríamos melhor em examinar as referências Bíblicas sobre esta imersão no Espírito Santo. (A palavra grega sempre refere-se a imersão, ou literalmente na água ou tinta, ou num senso figurativo. Nenhum outro significado da palavra pode ser achado no Novo Testamento ou na literatura grega antiga.)
O batismo com o Espírito Santo foi profetizado por João Batista como um evento futuro em Mt 3.11, onde é associado com fogo: !Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." Esta profecia aparece também nas mensagens paralelas descrevendo o ministério de João. Em Mc 1.8 lemos: !Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo." Em Lc 3.16 nos diz, !Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." Jo 1.33 identifica Cristo como Aquele quem teria autoridade para batizar com o Espírito Santo: !E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo."
Não há outras referências no Evangelho ao batismo com o Espírito Santo. A próxima referência, At 1.5, afirma quando este evento prometido aconteceria. Cristo, pouco antes de Sua Ascensão, disse aos Seus apóstolos: !Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias." Qual evento notável aconteceu apenas poucos dias depois da ascensão, ou seja, em exatamente dez dias? Pentecostes!
Agora que determinamos com precisão o tempo que o prometido batismo com o Espírito Santo aconteceu, podemos examinar a natureza deste evento. Como João Batista predisse, foi associado com fogo; não um fogo literal, mas línguas repartidas como que de fogo, foram vistas, At 2.3. Veio repetinamente um som do céu como de um vento veemente e impetuoso, At 2.2. Os discípulos comecaram a falar noutras línguas, At 2.4. Não eram línguas estranhas, nem idiomas celestiais incompreensíveis aos homens; mas, eram línguas de outros países entendidas claramente pelos que as ouviram, Atos 2:8-11.
Esse maravilhoso evento de Pentecostes deve ser copiado pelas igrejas hoje? Não há registro na Bíblia ou na história da igreja de uma reencenação de Pentecostes, nem qualquer comando de Deus que deveríamos reencenar este evento. Qualquer igreja que reinvindica a reencenação de Pentecostes deveria verificar se todos destes sinais são duplicados: o som de um vento veemente e impetuoso; as visíveis línguas repartidas como que de fogo; e a proclamação do evangelho em idiomas legítimos de outros países não entendidos por aqueles que os falavam.
O Pentecostes nunca foi reencenado e é um evento histórico único que, pela sua própria natureza, não requer nenhuma reencenação. Não esperamos a reencenação da divisão das águas do Mar Vermelho hoje em qualquer igreja; isto foi um evento único que serviu o seu propósito, ou seja, o êxodo dos israelitas da escravidão egípcia. Precisamos aprender as lições dessa intervenção milagrosa divina na história humana, e orientar as nossas vidas por elas, mas não precisamos duplicar o próprio evento.
Qual o propósito histórico foi consumado pelo batismo do Espírito Santo em Pentecostes? Os discípulos daquele tempo receberam poder para o ministério cristão, Atos 1:8, mas o Espírito Santo ainda capacita-nos para sermos testemunhas hoje sem necessitar manifestações miraculosas ou visíveis. O batismo com o Espírito Santo era mais do que somente manifestações. No dia de Pentecostes o Espírito Santo apareceu visivelmente aos homens para oficializar a Sua aprovação àquela instituição qual Deus ordenou, pela qual toda a Sua obra na terra será feita, ou seja, a Igreja.
Deus estabeleceu duas instituições no Velho Testamento pelas quais toda adoração e obediência do Seu povo devem ser conduzidas: o tabernáculo de Moisés e o templo de Salomão. O Espírito Santo apareceu publicamente e visivelmente na inauguração do tabernáculo (Êx 40.34-35) e no templo (I Rs 8.10-11). A Sua manifestação revelou a todos os homens que Deus aprovou e endossou estas instituições. Somente uma manifestação do Espírito Santo bastava em cada caso. Não deve nos surprender que o Espírito Santo endossou a igreja da mesma maneira pública em Atos 2.
Enfatizamos que a igreja que o Espírito Santo endossou no Pentecostes era a instituição da igreja local, não uma suposta !mística, invisível igreja universal,? um conceito não Escriturístico que é contrário a todo o ensino do Novo Testamento sobre a igreja. O conceito de uma !igreja universal?, como preguem muitos, é uma organização não-existente que não pode reunir, batizar, celebrar a Ceia do Senhor, disciplinar membros ou receber dízimos. A igreja em Jerusalém, porém, fez todas essas coisas.
Também, devemos evitar o erro que diz que Pentecostes era !o nascimento da igreja? como é afirmada espontaneamente por alguns. Não há base escriturística para tal afirmação. A igreja em Jerusalém agregou 3.000 membros no dia de Pentecostes, At 2.41. Não pode agregar a algo que não existe. Em Atos 1, antes de Pentecostes, testemunhamos uma reunião de negócios da igreja em Jerusalém, quando Matias foi votado a servir como apóstolo. O fato que Jesus instruiu Seus discípulos sobre disciplina pela igreja, Mt 18.17, ensinando-os !dize-o à igreja? sem precisando explicar-lhes o que era uma igreja, revela que a igreja já existia e era instituída por Cristo.
Agora que temos revistos a natureza e o propósito do batismo com o Espírito Santo no dia de Pentecostes, avançamos para cuidar a próxima (e última) referência bíblica ao batismo com o Espírito Santo. Em At 11.16 o apóstolo Pedro, defendendo a sua decisão de batizar e receber como irmãos os gentios convertidos de Cesaréia, disse, !E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo."
Não é claro se Pedro estava afirmando que o cair do Espírito Santo em Cornélio e seus companheiros em At 10.44-45 era uma repetição do batismo com o Espírito Santo, ou meramente uma comparação do evento àquele que ele conheceu no Pentecostes. O que é claro é que o Espírito Santo caiu graciosamente sobre estes gentios convertidos, o primeiro na história, para demonstrar publicamente a aceitação de Deus dos gentios na família de Deus, para que os irmãos judeus também os aceitassem. Este evento, como Pentecostes, era um evento histório único que não necessitava e nem pode ser duplicado pelas igrejas hoje. Só se pode ter uma única inauguração original.
Agora findamos todas as referências bíblicas ao batismo com o Espírito Santo; não há outras. Alguns identificam o caso de Atos 19.1-7, quando Paulo rebatiza doze discípulos de Éfeso, como sendo um batismo com o Espírito Santo, mas devemos ser cautelosos, desde que aquele termo, ou seja, batismo, não é usado naquela passagem. Ao invés de argumentar sobre termo devemos aplicar nesta manifestação do poder do Espírito Santo, faríamos melhor se consideramos a lição principal da passagem ! a importância do batismo correto.
O batismo para ser válido, deve satisfazer estes quatro requerimentos: 1) Modo correto (imersão). 2) Canidato correto (um regenerado, e não uma pessoa incrédula). 3) Propósito adequado (mostrar nossa obediência como discípulos de Jesus, não para ganharmos a salvação). 4) Administrador propício (um representante de uma igreja neo-testementária, que não precisa necessariamente ser um pastor).
De alguma forma, o batismo dos discípulos efésios era deficiente.Desde que eles nem conheciam Quem era o Espírito Santo, provavelmente não eram salvos quando foram batizados. Aparentemente foram batizados por um cristão não com a autoridade de uma igreja local, em contraste ao Paulo que foi enviado pela igreja em Antioquia, At 13.1-3. Apolo tem sido sugerido como o culpado.
Qualquer que seja o problema, Paulo não concordou em tolerá-lo, mas insistiu que o problema fosse corrigido. Ás vezes é afirmado incorretamente que não exisitiram rebatizadores (ou anabatistas) antes do século XVI. Os que afirmam isso esqueceram-se de Paulo! Os discípulos efésios obedientemente concordaram em ser batizados por Paulo quando eles descobriram que o batismo anterior foi deficiente, e o Espírito Santo outorgou publicamente Seu selo de aprovação no seu ato de submissão.
A passagem, At 19.1-7, tem sido distorcida por alguns para argumentar que o batismo de João não é um batismo cristão e não serve para aquela época. Essa idéia é baseada na falsa suposição que os discípulos de Éfeso, longe e bem depois da época de João o Batista, foram verdadeiramente batizados por ele. Essa passagem não diz isso em alguma forma. Paulo não tinha nada mas elogios do batismo de João, At 19.4. O fato que Cristo e todos os apóstolos, os que começaram o cristianismo, eram satisfeitos com o batismo de João e nunca procuraram um batismo mais moderno, deve ser uma prova suficientemente firme da atualidade do batismo de João para aquela época.
Temos agora examinado todas as referências na Bíblia ao respeito do batismo com o Espírito Santo. Deve ser observado, porém, que hajam alguns que interpretem I Co 12.13 (?Pois todos nós fomos batizados em um espírito, formando um corpo...") como referência ao batismo com o Espírito Santo. Tal interpretação causa confusão tremenda num assunto de fácil entendimento. Este batismo com o Espírito Santo de I Co 12.13, como concebido pelos que o apóiam, é singular, único, sem fogo ou outra manifestação externa, e ocorre no momento da salvação. Como pode este conceito reconciliar-se de alguma forma do batismo com o Espírito Santo de Atos 2 que foi público, em conjunto, com fogo e manifestação externa, e derramando-se sobre pessoas já convertidas?
Essa dificuldade é totalmente eliminada quando reconhecemos que o batismo mencionado em I Co 12.13 é batismo na água e só isso. Muitos comentaristas nem crêem que o Espírito Santo é mencionado de alguma forma neste versículo; eles crêem que é um ensino que todos os membros de uma igreja local, ou corpo de Cristo, tornaram-se membros daquela igreja pelo batismo com água em união espiritual. Outros tratam do Espírito Santo nesta passagem, dizendo que pela liderança e capacidade do Espírito Santo tornamos membros da igreja local através do batismo em água. Qualquer interpretação cabe perfeitamente no contexto do ensino neo-testamentário; a idéia do batismo com o Espírito Santo no momento da conversão é estranha completamente ao contexto.
O Espírito Santo entra em todos os crentes no momento da conversão para habitar em todos os crentes (Rm 8.9-16), mas nós não somos instruídos que o Espírito Santo batiza os crentes na conversão. Segundo Ef. 4:5, existe somente um batismo. Este deve ser o batismo em água, qual a Bíblia ensina; não !batismo espiritual?, que a Bíblia não ensina.
Podemos concluir, de nosso estudo sobre todo que o Novo Testamento ensina do batismo com o Espírito Santo, que foi um evento histórico glorioso pelo qual Deus autenticou Sua igreja no começo de seu ministério, depois da ascensão de Cristo. Não há mandamento para as igrejas hoje a buscarem a repetir este evento, nem para indivíduos buscarem ser batizados com ou pelo Espírito Santo, na ou depois da conversão.
Isto significa que rejeitamos o ministério, dons e enchimento do Espírito Santo para nossa época? Absolutamente não! Somos mandados sermos cheios do Espírito Santo, Ef 5.18, e deveríamos estar abertos para todos os dons que o Espírito Santo deseja outorgar em nós nesses últimos dias.
Deveríamos rejeitar o ensinamento daqueles que apresentam posições diferentes a respeito do batismo com o Espírito Santo? Não necessariamente.
A maior parte do ensino deles tem uma base escriturística, mesmo que os professores têm aplicado um vocábulo impreciso neste assunto que ensinam. Seria bem melhor experimentar todas as bênçãos, dons e enchimento que o Espírito Santo deseja-nos ter, e aplicar um vocábulo errado para este experiência, do que ser firmes na doutrina e nomenclatura sem experimentar em nossas vidas o poder do Espírito Santo.
Não devemos ser críticos daqueles que descrevem suas experiências com o Espírito Santo como um !batismo?. Nem deve os defensores do batismo com o Espírito Santo ser críticos daqueles que preferem não usar esta terminologia.
Estamos agora prontos a concluir o assunto, e responder a indagação posta no começo desse artigo: ! Você recebeu o batismo com o Espírito Santo?? Que Deus nos ajude a sempre responder tal indagação com uma sondagem humilde dos nossos corações, e que possamos ser totalmente submissos para o Espírito Santo e sermos guiados por Ele em todos os aspectos da vida.
Mas para aqueles que desejam conhecer nossa posição à doutrina bíblica do batismo com o Espírito Santo, seriam melhor a refazer a pergunta assim: !Você é um membro de uma igreja local da mesma fé e prática da igreja em Jerusalém, e assim parte da divina instituição que Deus validou e autenticou pelo batismo com o Espírito Santo??
Se a sua igreja continua na doutrina dos apóstolos (At 2.42) e requer imersão em água para ser membro (At 2.41), sua resposta a pergunta é "Sim, sou!" Se é membro de tal tipo de igreja , não precisa deixá-la na procura do batismo com o Espírito Santo. Entrega a sua vida completamente ao Espírito Santo, e Ele o usará melhor na igreja em que está. Thomas Williamson.
Autor: Thomas Williamson
Por Anibal Pereira dos Reis (ex-padre)
Nosso corpo se triparte em cabeça, tronco e membros e funciona com diversos órgãos. Cada qual com a sua específica atribuição. Os pulmões são os órgãos da respiração. Os intestinos, da digestão. Da circulação sangüínea é o coração. E por aí vai... O cérebro é o órgão da inteligência.
Dizem lá os entendidos... Suponho terem eles toda a razão... Razão por mim constatada! O órgão, quando sem uso ou sem exercício, atrofia-se. Já vi as pernas definharem do paralítico.
Atrofia-se o cérebro se o deixarmos de usar. Verifico mesmo ser o cérebro o órgão mais extenuado e definhado. À falta de seu conveniente e constante uso, porque raras, raríssimas, são as pessoas que pensam. A Inteligência é a faculdade mais nobre do ser humano e é a menos usada. Muitos dão mais valor às unhas e ao estômago. Àquelas cuidam na manicure e as pintam com as cores mais lindas. A este empanturram com as mais requintadas iguanas. Ao cérebro não dedicam nem a leitura de uma linha sequer no mês para nutri-lo com um pensamento mais elevado.
Apesar de a nossa massa encefálica estar um tanto ou muito embotada pelo longo não-uso, façamos um esforço, companheiro leitor, no sentido de desemperrá-la. Os que a tiverem atrofiada ou desistirão desta leitura, se já não a mandaram às favas, ou não entenderão o argumento ou raciocífio. E continuarão a admitir a falsa Inclusão dos pentecostalistas entre os evangélicos.
É fácil de fazer averiguação. O CATOLICISMO se reparte em inúmeras seitas. Das muitíssimas, menciono algumas: a católica romana ou vaticana, a católica brasileira, a católica argentina, a católica japonesa, a dos velhos católicos, a gre- d ga ortodoxa, a anglicana, a católica unida, a católica restau- q rada, a ortodoxa russa. E tantas outras. Também o PENTECOSTALISMO.
Apresento os indiscutíveis e irrecusáveis argumentos de se ser O PENTECOSTALISMO SEITA CATÓLICA. Exibo-os em número de OITO!
PRIMEIRO: O pentecostalismo nega a perseverança eterna dos salvos. Em outras palavras, supõe a possibilidade de o crente, se praticar determinados pecados, perder a salvação.
Ora, esse ensino é católico. Se o postulado da perseverança eterna dos salvos é da própria essência do Evangelho, o do risco da perda da salvação é ensino básico da teologia católica.
Ao contrário do catolicismo, em todas as suas ramificações, e também na pentecostalista, as Sagradas Escrituras ensinam, e com insistência, que a salvação do crente evangélico é eterna. Eterna, é evidente, sem quaisquer possibilidades de perdê-la. ETERNA mesmo! É, de resto, a mais gloriosa promessa de nosso Senhor Jesus Cristo, por muitas vezes repetida, consubstanciada em João 10.28-29: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da Minha mão. Aquilo que Meu Pai Me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.
Dentre os livros de minha autoria, há um deles, SERÁ QUE O CRENTE PODE PERDER A SALVAÇÃO?, de mais de 300 páginas consagradas a exaltar a misericórdia do Salvador que dá a salvação eterna ao crente nEle e nela Indefectivelmente Ele o sustenta, apesar das muitas e constantes fraquezas e infidelidades do salvo.
Já tenho observado. Todo crente evangélico que se torna “renovado” passa a viver o tormento do medo de se perder. Busca a chamada “segunda bênção” e se torna inseguro quanto à primeira.
O desprezo deles contra essa promessa de Jesus é tanto que, em resultado de negá-la, dizem que é um assunto secundário.
O pentecostalismo, à semelhança do catolicismo, de que é uma seita, engendra sofismas sobre sofismas com o emprego desonesto de certas passagens bíblicas na tentativa de negar a perseverança dos salvos. Dessa forma, recusam os pronunciamentos claros e categóricos das Escrituras acerca da essência do Evangelho, que é a vida eterna outorgada por Cristo ao crente nEle.
SEGUNDO: A admitir-se o risco de o salvo perder-se, como querem os pentecostalistas, há de se aceitar o concurso das obras para a salvação do pecador.
Com efeito, perder a salvação significa que essa salvação está na dependência de minhas obras. Essa é a tese fundamental, básica, do catolicismo.
TERCEIRO: O pentecostalismo ensina que, se o crente comete certos pecados, perde a salvação, mas, se praticar outros, não a perde.
Cito alguns exemplos desses pecados graves: adulterar, prostituir-se, assassinar, dançar em bailes do mundo, brincar no carnaval. São os pecados que, perpetrados, cominam a perda da salvação.
Menciono, outrossim, alguns pecados que não causam tamanha desgraça. Ou seja, pratica-os o indivíduo sem o perigo de deixar de ser salvo: a mentira, a gula, a preguiça, a maledicência, dentre outros.
Ora, isso é catolicismo. A religião católica, efetivamente, distingue, sem qualquer base nas Escrituras, os pecados em mortais e veniais. Os mortais são os que levam ao inferno. São os graves. Os veniais não despojam a vida eterna. São os pecadinhos que todo mundo faz a toda hora.
QUARTO: Há grupos pentecostalistas mais rigorosos que incluem entre os pecados mortais, isto é, os pecados que causam a perda da salvação, a embriagues, o fumar, a ida ao cinema, e, da parte da mulher, o cortar o cabelo, o uso de batom nos lábios e de esmalte nas unhas, dos cosméticos e jóias, da calça esporte ou da mini-saia.
Outros grupos do pentecostalismo praticam sem qualquer restrição o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas. Outros ainda são abstêmios destas usanças, mas aceitam o corte de cabelo, o batom, o esmalte, a calça comprida e a mini-sala nas mulheres.
Também há os pentecostalistas que, no passado, vetavam às senhoras e moças, como vaidades mundanas, o cortar os cabelos, o pintar as unhas e os lábios e o uso de calças esporte e jóias. Hoje, contudo, mudando de convicção moral, aceitam essas coisas sem qualquer restrição.
Anos passados, certa Assembléia de Deus do Rio de Janeiro condicionava a perseverança da salvação dos homens ao uso do chapéu. Depois de tantas brigas, modificou seu estatuto e agora o próprio pastor sai à rua de cabeça descoberta.
Eis outro ponto de ligação entre o pentecostalismo e o catolicismo a fazer daquele uma das incontáveis seitas deste. Se tem cabido à hierarquia pentecostalista estabelecer a lista dos pecados graves, mortais, e retirar a gravidade de certos pecados, passando-os para a relação dos veniais, também Isso tem sido a empreitada da hierarquia católica. Lembro-me! Ao tempo de menino, vi o “seu vigário” a recusar a comunhão da hóstia a senhoras de lábios pintados ou de cabelos curtos por estarem, segundo ele, em público pecado mortal.
Como o catolicismo, o pentecostalismo estabelece a sua hierarquia na qualidade de árbitro da gravidade ou levidade dos pecados, tornando-a regra de moralidade. E, de acordo com os moldes do catolicismo, a adoção de outra regra de vida ou comportamento, além das Escrituras.
QUINTO: O pentecostalismo reconhece haver-se perdido o crente que, embora não haja cometido nenhum pecado mortal, é eliminado da “igreja” por abandono ou prolongada ausência. Condiciona, por conseguinte, a sustentação da salvação à “igreja”.
O catolicismo está cansado de repetir seu dogma de que fora da “igreja” não há salvação. Ainda neste último Concilio, o Vaticano II, repetiu à saciedade, ao fastio, esse enunciado, por ser a “Igreja” crida na condição de “sacramento da salvaçao.
SEXTO: O pentecostalismo adota o seu cognominado batismo no Espírito Santo como “segunda bênção”, isto é, uma bênção suplementar ou complementária à da salvação.
Também isso é catolicismo, de vez que o catolicismo ensina o mesmo com o seu chamado “sacramento” da crisma ou confirmação, que consiste precisamente num revestimento especial do Espírito Santo posterior ao “sacramento” da regeneração.
Certa ocasião, fiz uma série de estudos sobre teologia romanista num Instituto Teológico Batista. Ao discorrer acerca dos “sacramentos”, enumerei os sete conhecidos naquela doutrina. Um “pastor” pentecostalista presente, um ouvinte, solicitou-me explicasse o teor do crisma. E, após minha exposição, explicou ele que identifica sua seita com o romanismo porque o romanismo advoga a “segunda bênção”, conquanto diferente seja a terminologia. Não tive por onde, se não dar-lhe inteira razão.
SÉTIMO: O catolicismo, embora propale crer na Bíblia como fonte de revelação divina, acrescenta-lhe a tradição e os oráculos do romano pontífice, o infalível, com o prestígio de verdadeiras fontes dessa mesma revelação divina, com a vantagem de serem mais atuais.
Posição diferente não tomam os pentecostalistas. Proclamam sua aceitação das Escrituras Sagradas no apanágio de única regra de fé e prática. Contudo, na realidade, negam serem elas essa única regra, ao tributarem maior credibilidade às suas individuais experiências, à luz das quais examinam, quando examinam, certos registros das Escrituras. Furtam, outrossim, à Palavra de Deus sua lídima unicidade de fonte de revelação divina por pautarem suas crenças nas revelações dos seus profetas e profetisas.
No meu livro A SEGUNDA BÊNÇÃO relato o depoimento daquele pentecostalista de Petrópolis que me garantiu:
“Já passei deste estágio de precisar ler a Bíblia. O Espírito Santo fala diretamente comigo”.
Dizem eles por qualquer coisa: “Deus falou ao meu coração. Deus me revelou, por revelação do Espírito Santo” numa frontal negação de ser a Bíblia a revelação completa de Deus para nós. Hoje Deus não fala diretamente a mais ninguém. Tudo quanto Ele tinha a nos dizer se contém nas Escrituras Sagradas, que são a Sua Palavra.
No seu desapreço às Escrituras Sagradas, os pentecostalistas Invocam, torcendo seu verdadeiro sentido, aquela declaração de Paulo: “A letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Coríntios 3.6). Querem entender no seu prático desprezo às Letras Santas que estas não devem ser entendidas naquilo que ensinam, como está escrito, mas como são explicadas pelos seus profetas, como Deus agora lhes fala e revela diretamente (?).
É o dogma católico pelos pentecostalistas aceito eexercitado. O dogma católico que outorga o dom da interpretação legítima e Infalível das Letras Sagradas aos iluminados da e hierarquia.
O Espírito Santo de Deus ilumina Seu servo sincero a nos estudos da Sua Palavra sem, contudo, dispensá-lo das sábias regras de exegese decorrentes da norma áurea de se interpretar a Bíblia com a própria Bíblia, ou seja, a Bíblia Interpreta, ou esclarece, ou elucida a Bíblia, dispensando para Isso o concurso de quaisquer tradições, revelações de modernos profetas e psicopatas videntes (para não dizer vis embusteiros).
Autor: Anibal Pereira dos Reis(Ex-Padre)
Editado por: Ricardo Gomes Angelo
Do Livro: Católicos Carismáticos e Pentecostais Católicos, pag. 38 a 46; Edições Cristãs, 3ª ediçao brasileira – Fevereiro/2005
Com devidas permissões da editora.
Abordaremos neste artigo o seguinte assunto: A Autoridade para o Estabelecimento de Novas Igrejas. Ou seja depois de ter estabelecido a Sua igreja (batista em doutrina, local e visível em natureza) a quem Jesus entregou a autoridade de estabelecer novas igrejas do mesmo tipo?
Não podemos negar que a única pessoa com autoridade para estabelecer a igreja de Cristo é o próprio Senhor Jesus Cristo, Ele disse: !edificarei a minha igreja? Mt 16.18. Cristo é o verdadeiro Deus e o Criador de todas as coisas, cumpridor de toda a justiça, e é a pedra fundamental da igreja. Porem tendo edificado Ele mesmo, (não o Espírito Santo e não Pedro) a Sua primeira igreja, a quem Ele entregou a responsabilidade para estabelecer novas igrejas do mesmo tipo? Foi dada essa autoridade aos homens ou às missões, ou à igreja !que é o Seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos? Ef 1.23? Para respondermos a está importante pergunta e escolhermos com segurança uma das alternativas acima examinaremos a Bíblia, para dela obtermos uma resposta verdadeira em conformidade com a mente de Deus.
Começaremos examinando o texto de Mateus 16.18, !e Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus?. Para a igreja Católica esse texto aplica-se a Pedro, entretanto não há base escriturística para esta alegação, sendo, portanto, um pretexto sem fundamentação. Uma prova Bíblica contra tal interpretação é o próprio contexto de Mateus 18.15-18. O Senhor Jesus ensina sobre a disciplina na igreja, deixando claro que a autoridade de !tudo o que ligardes na terra será ligado no céu? é uma atribuição dada a Sua igreja e não a Pedro. A igreja tem o poder de considerar o rebelde como !gentio e publicano?, com a certeza plena que o Senhor Jesus assim também o considera no céu.
Ficando claro neste contexto, que a autoridade Bíblica não pertence aos homens em particular, às missões eclesiásticas, ou a qualquer outra organização humana, mas somente a congregação dos santos em Cristo. Sendo comprovado pela autoridade máxima da Bíblia sabemos que a igreja local é o responsável legitima para tratar dos negócios de Deus na terra. Essa autoridade o Senhor Jesus não entregou a Pedro, não entregou a outros homens, não entregou a missões (comunhão, associação, convenção). A autoridade foi dada ao tipo de igreja que Cristo organizou na terra.
Friso, o pleito dos Católicos romanos não encontra sustentação Bíblica. É uma distorção das Escrituras, quando aplica a Pedro a declaração do Senhor Jesus de Mateus 16.19, !e Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus?. Com a aplicação deste texto ao Pedro a igreja Católica pretende que a autoridade esteve-se sobre ele, e logo com seus pretensos sucessores na figura do papado. Daí a importância de desmistificarmos esta heresia. Porém o contexto Bíblico prova exatamente o contrario. Afinal Cristo repetiu as mesmas palavras em Mateus 18.18, onde o foco não é à pessoa de Pedro mas sim à igreja. Com esta passagem podemos concluir que as chaves do reino dos céus não foram entregues a Pedro, mas sim a igreja. Logo apenas as igrejas locais de Cristo têm autoridade para executarem a obra missionária. É impossível que uma igreja de Cristo seja iniciada por homens ou organizações humanas divorciadas da igreja de Cristo.
Quando olhamos para os acontecimentos bíblicos encontramos homens salvos e biblicamente batizados gozando de plena e doce comunhão com a igreja que Cristo edificou, fazendo a obra de Deus.
Se fizermos uma pesquisa no livro dos Atos dos Apóstolos veremos que cada uma das congregações iniciadas no período histórico relatado, surgiu através de pessoas legitimamente membrados à igreja que Cristo edificou. Foram os apóstolos como Filipe e os membros que foram dispersos. Foram Paulo e Barnabé e outros, os dois últimos enviados pela igreja de Antioquia. O Espírito Santo assim registrou, !E Na igreja que estava em Antioquia havia alguns doutores, a saber: Barnabé e Simão chamado Níger, e Lucio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. E servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra que os tenho chamado. Então jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram? At 13.1-3. Esta, e somente esta, é a maneira bíblica de se fazer novas igrejas. Não há outra maneira que seja do agrado de Deus.
Há na atualidade muitas assim chamadas !igrejas?, que foram organizadas por homens, até pelos disciplinados da igreja, por não ouvirem a igreja de Cristo. Estes disciplinados devem ser considerados !gentio e publicano?, segundo Cristo em Mateus 18.17. Se Cristo os considera !gentios e publicanos?, cabe aqui uma pergunta: podem por ventura alguém que por Cristo é considerado gentio e publicano ser um legitimo organizador de igreja de Cristo? Claro que a resposta de acordo com a Bíblia é não.
As pessoas qualificadas acima citadas (e todas as outras mencionadas no Novo Testamento), como organizadoras de igrejas no período do Novo Testamento estavam agindo como membros de uma das igrejas de Cristo, logo eram debaixo da tutela de uma igreja local.
Queremos acrescentar algo de grande relevância para a melhor compreensão deste importante e negligenciado assunto. Jesus ensinou: !e chegando-se Jesus, Falou-lhes, dizendo: é-Me dado todo o poder no deu e na terra. Portanto ide fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinado-os a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém? (Mt 28.18-20). Neste contexto Cristo entrega a grande comissão à Sua igreja. Esse texto é muito mal compreendendo porque os universalistas tiram a ênfase da igreja e a coloca sobre os indivíduos.
Citado Mt 28.16 aparece os onze discípulos indo para a Galiléia. Cristo logo afirma que a grande comissão foi dada aos apóstolos como membros. Ao olharmos o panorama bíblico sobre os apóstolos, veremos que eles formavam uma igreja: a igreja de Cristo. Afinal quem pôs Deus primeiro na igreja? Os apóstolos é a resposta dada por Deus: !E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos,..." I Co 12.18. Os apóstolos formavam a igreja dos primogênitos !que estão inscritos nos Céus? Hb 12.23. Portanto, Cristo entregou a grande comissão aos apóstolos reunidos formando o Seu corpo, e não aos apóstolos individualmente como homens separados da igreja.
Logo podemos afirmar que somente a igreja dos primogênitos recebeu a grande comissão. Qual igreja é essa? Será a igreja universal invisível? Será a reunião dos salvos de todas as gerações? Claro que não. A igreja dos primogênitos tem de ser uma igreja igual aquela composta pelos primeiros salvos que a ela foram membrados. Pensando assim encontramos uma boa resposta à nossa pergunta principal: quando olhamos para os apóstolos, eles foram os primeiros a serem colocados na igreja de Cristo. Ela teve inicio com eles.
Considera Marcos 3:13-14 !e subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar?, sendo este um fato revelado na Bíblia é justo que afirmarmos que os apóstolos foram ao membros desta igreja dos primogênitos !que estão escritos nos céus? Hb 12.23. Vejamos Apocalipse 21.14, !E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do cordeiro?. Com base no exposto concluímos que a igreja dos primogênitos foi composta pelos apóstolos. Uma reunião dos apóstolos era uma reunião da igreja dos primeiros. Logo Cristo falou à Sua igreja ali reunida, e não aos homens individualmente.
Deixemos o texto sagrado falar por si mesmo, !E eis que Eu estou convosco todos os dias, ate a consumação dos séculos? Mt 28.20. Nesta promessa Cristo não se dirige aos indivíduos separadas da igreja, mas sim á igreja. Ele não poderia estar com aqueles indivíduos fazendo a obra da pregação na terra, todos os dias ate a consumação dos séculos, por que aqueles indivíduos ali reunidos logo partiriam para estarem com Ele no ceu, Fl 1.23. Este tipo de promessa exige algo permanente na terra, algo que permaneça ate a consumação dos séculos. A única coisa permanente ate a consumação dos séculos é a igreja, a qual o Senhor prometeu perpetuidade !e as portas do inferno não prevalecerão contra ela? Mt 16.18. Cristo falou à Sua igreja. Ela glorifica Deus em todas as gerações, !A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações? Ef 3.21. o texto Bíblico diz !A esse glória na igreja?. Não diz que são os homens ou as suas instituições tais como missões, comunhão, associação, convenções, etc. Ele não diz ministérios particulares e para-eclesiásticos. Estas instituições humanas não glorificam a Deus antes são instrumentos para a glorificação dos homens. Cristo estabeleceu a Sua igreja e ela tem glorificado a Deus em todas as gerações, graças à presença de Cristo com ela, sendo Ele mesmo a fonte de sua continuidade.
Com esse argumento provamos que desta instituição que Cristo organizou, !a igreja dos primogênitos?, e que Ele a comissionou, este modelo de igreja edificado por Cristo, tem sido o único meio autorizado por Deus para que a obra de edificação de novas congregações venha a acontecer de modo legitimo.
Autor: Pr Anízio Gomes

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